EXPODIRETO DEBATE PERSPECTIVAS PARA O MERCADO DA SOJA NO BRASIL

Geral

Nesta quinta feira  dia 05 de Março aconteceu no centro de eventos da expodireto em Não Me Toque,o 21 fórum Brasil da soja.Com a coordenação e promoção do canal rural diversas autoridades estiveram presentes  e com o auditório lotado de agricultores, técnicos, agrônomos, debateram vários  assuntos que estão impactando  no cenário estadual ,nacional e internacional.Os assuntos que foram abordados foram;

A)     Impactos do coronavirus no mercado internacional

B)      Alta do dólar

C)      Estiagem no RS

Para o presidente da ABRASOJA  o coronavírus é um dos fatores principais da alta do dólar e que quanto mais alto for o valor do dólar melhor será o preço pago ao produtor.

Já para o economista da FARSUL Antonio da Luz o coronavirus nada mais é do que um ataque especulativo e o grande problema nesse momento é a fuga de capitais e que a letalidade do novo vírus é menor de que qualquer doença já existentes.  Em relação a alta do dólar vai aumentar muito o custo de produção dos agricultores já que os insumos agrícolas depende de componentes importados em sua grande maioria.Não plantamos dólares plantamos soja disse o economista.Com esse preço e com essa estiagem  a quebradeira vai ser geral pois o preço da soja não acompanha o custo de produção além de depender quase que totalmente do apetite dos Chineses já que mais de 80% das exportações de soja vão para o mercado Chines.Outro tema abordado foi em relação a estiagem no RS, o Brasil terá uma super safra de soja más o estado do RS devido a estiagem e sem previsão de chuva até a segunda quinzena de Março a perca na produção será de mais de 30%.A Farsul entregou pauta para o governo federal pedindo que as prestações de custeio desta safra, sejam parceladas em 10 anos e a parcela do investimento vincendas seja  jogado após a última prestação do contrato.

Para o produtor rural e dirigente da GAAS ,grupo associado de agricultores sustentáveis Rogério Vian,Não está preocupado em relação a alta do dólar e dos impactos em relação aos insumos, já que não depende de insumos externos, pois usa como insumo em 400 dos seus 800 há de terra  o pó de rocha e biofertilizantes com um custo de produção a 20 sacas por há enquanto que a soja convencional ou transgênica o custo chega a 40 sacas por há.Com o uso dos insumos orgânicos e biofertilizante a produtividade aumentou 30% e o valor recebido pela saca de soja teve um pluz a mais de 30%.Esse modelo agrícola vigente nesse pais não se sustenta no longo praso.Os agrônomos terão que fazer uma nova faculdade e estudar muito mas muito mais,para comprender que outro modelo de agricultura no país é possível.

Romario Rossetto  104.9 de Novo Barreirro.


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